Procon vai notificar bancos sobre 'pegadinhas' na divulgação de taxas

São Paulo -  O Procon de São Paulo vai notificar os seis grandes bancos do País por aquilo que classifica como “pegadinhas” na divulgação de taxas de juros. O órgão afirma haver informações “conflitantes e insuficientes” nos sites das instituições. “É obrigação das instituições financeiras informarem de forma clara e didática tudo sobre o produto que está sendo adquirido, incluindo dados sobre possíveis riscos e perdas”, diz Paulo Arthur Góes, diretor executivo do Procon-SP, em comunicado à imprensa.

Um dos problemas detectados pelo órgão a divulgação das taxas mínimas de juros para empréstimos sem que a taxa máxima também seja exposta. “O fato de haver taxa mínima não significa que o consumidor terá fácil acesso a ela”, diz nota do Procon. Para o cartão de crédito rotativo do Bradesco, por exemplo, a taxa mínima é de 2,10% ao mês, enquanto a taxa máxima pode chegar a 14,99%. No Itaú, a taxa mínima para financiamento de veículos é de 0% e a máxima, de 2,82%.

Outra queixa se refere à conta feita para divulgar a redução de taxas. “Um exemplo é o anúncio de redução de 87% na taxa de juros do “Cartão Azul”, da Caixa Econômica Federal, apresentado ao consumidor com a taxa de 2,85% ao mês. O produto é novo, portanto, não há números anteriores para fazer qualquer comparação”, afirma o procon. Para chegar nessa diferença, a Caixa comparou com outro produto já existente e usado por seus clientes.

O levantamento também indica que há confusão na nomenclatura dos produtos oferecidos pelos bancos. Um exemplo é a divulgação do Bradesco sobre a taxa que informa ser para “crédito pessoal”. Neste caso, o consumidor precisa de mais detalhes, pois o banco possui diversas linhas de crédito pessoal, com taxas de juros diferentes para cada uma. A portabilidade de crédito – quando o consumidor transfere sua dívida para outro banco – também poderia ser confundida com o refinanciamento, diz o órgão.

“É preciso muita pesquisa e cautela, pedindo sempre informações claras e precisas do banco, até que se tenha a total compreensão e certeza para o próximo passo”, diz Góes.

Procurados pela reportagem, os bancos mencionados ainda não se manifestaram sobre a questão.

Fonte: Jornal O DIA online, leia o original aqui

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