Bancos incentivam opções mais caras de crédito aos clientes

Apesar de os bancos anunciarem reduções das taxas de juros para empréstimos pessoais e financiamentos, essas quedas não têm se refletido na melhoria das condições oferecidas aos clientes.

— A taxa de juros depende do perfil de cada um. O cliente precisa se negar a adquirir serviços não solicitados, que configuram venda casada, o que é ilegal — afirmou Carlos Thadeu de Oliveira, gerente de Testes e Pesquisas do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

A entidade fez uma pesquisa em seis bancos (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Santander) e concluiu que as instituições financeiras dificultam a concessão de empréstimos pessoais e incentivam o cliente a aceitar opções mais caras de crédito.

Os pesquisadores foram às agências pedir empréstimos pessoais de R$ 300, a serem quitados em cinco parcelas. Em três instituições — HSBC, CEF e Itaú —, os atendentes sugeriram o cheque especial, opção bem mais cara para o consumidor. No Itaú, por exemplo, os juros do empréstimo pessoal são de 4,5% ao mês, enquanto os do cheque especial, de 8,89% ao mês.

O Idec, portanto, alerta que é preciso checar o prazo de pagamento, porque quanto mais distante da data de contratação, mais caro fica o empréstimo, já que os juros incidem sobre cada dia transcorrido.

Fonte: Jornal Extra Online, leia o original aqui
 

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