Blitz bancária: Falta de funcionários faz clientes pedirem auxílio a terceiros para realizar transações nos terminais

Caixa Econômica Federal de Madureira. A aposentada de 57 anos não conseguiu orientação de nenhum funcionário do banco e, após perambular pela agência por cerca de uma hora, na tarde de quinta-feira, decidiu pedir ajuda à repórter que estava observando a movimentação. Perguntada se não tinha medo de digitar a senha na frente de estranhos, ela atribuiu o critério de escolha à religião.

— Até tenho medo de pedir ajuda. Mas sou espírita, minha filha. Senti algo bom em você — disse ela, que desistiu de enfrentar a longa fila para receber ajuda do único funcionário que oferecia orientação no banco.

Marilza não foi a única a ficar perdida diante das múltiplas funções dos caixas. Das 60 agências visitadas pelo EXTRA, 20 não contavam com funcionários para socorrer os usuários. Assim como ela, a auxiliar de tesouraria Alessandra da Silva, de 29 anos, recebeu orientação de um estranho.

— Uma mulher que esta$na fila foi quem me ajudou. Não tinha ninguém do banco para informar — disse, ao sair do Santander do Grajaú, na tarde da última sexta-feira.

A corriqueira ausência de Sários acaba gerando filas, segundo a auxiliar de escritório Edilaine do Nascimento, de 27 anos:

— Quando não tem ninguém para ajudar, as pessoas demoram mais nos terminais $autoatendimento.

A aposentada Ivanceia Veloso, de 77 anos, concorda com a reclamação:

— Sem funcionário, complica. As pessoas têm dificuldade para usar a máquina.

Fonte: http://extra.globo.com leio o original aqui

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